Escola Estadual Adventor Divino de Almeida, Campo Grande MS.

Minha Terra 2009- Tema: Cidade e Qualidade de Vida -

 Pauta 05: Comida de Gente.

Equipe: Bio's

Participantes: Trabalho elaborado pelos alunos Alan Soltau, Amanda Ramos Shimidt, Ana Carla Soeiro, Diego de Carvalho, Grazielle Miranda e Thaís Velloso.

Componente Curricular: Professora Sandra ( Biologia) , Professor Fabio (Geografia e Sociologia ), Carlos ( História), Professora Vanja ( STE)  Professor João Gilberto ( Química) Professor Raphael (Educação Física), Professora Daiane (Lingua Portuguesa).

 

    Dá esquerda para a direita: Ana Carla Soeiro,Alan Soltau,Thaís Velloso,Amanda Shimidt,Diego de Carvalho Nunes,Grazielle Miranda.                                        

*Definição:

 TRANSGÊNICOS - ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS

 1.Biologia Embuste Alimentar

 

*Posição do Brasil quanto a plantação de OGMs:

    O Brasil apoia os Transgênicos. Ele subiu do quarto para o terceiro lugar no ranking de nações, com 9,4 milhões de hectares com sementes transgênicas no ano passado. Perde apenas para os Estados Unidos e a Argentina.

 

marcador

1.Biologia Embuste Alimentar

               OGM. Quem ainda não ouviu falar dessas três letras? Se você é um(a) deles(as), é melhor ficar esperto e procurar saber a respeito!

      OGM significa ORGANISMO GENETICAMENTE MODIFICADOS ou, abreviadamente, transgênicos.Especificando, trata-se de um ser vivo cuja  estrutura genética foi alterada pela inserção de genes de outro organismo, de modo a atribuir ao receptor características não programadas pela natureza. Um organismo capaz de processar Insulina humana, um grão acrescido de vitaminas e sais minerais que sua espécie não possuía, uma planta que produz uma toxina antes só encontrada numa bactéria. Tudo isso são transgênicos. Por mais que não pareça, os transgênicos já fazem parte do nosso dia-a-dia. Lembra aquele óleo de soja "PRIMOR" que você utilizou para cozinhar? Pois é. Ele é produzido com soja geneticamente modificada. E aquele "SAZON" que você comprou pensando em melhorar o sabor da sua comida? Na sua composição há componentes geneticamente modificados.

       Os transgênicos visam reduzir os custos da produção na agricultura e ampliar os ganhos da agroindústria mediante o desenvolvimento de vegetais resistentes ou tolerantes a pesticidas.

      A bactéria Bacillus thuringiensis é um microrganismo encontrado no solo que produz uma toxina que atua como pesticida, eliminando insetos e ervas daninhas.

        Na década de 1990, cientistas da empresa suíça de Biotecnologia  Novarts identificaram  o genoma da Bacillus thuringiensis, o ácido que guarda no núcleo da célula, as instruções do processo da vida. Após isso, capturaram o gene responsável pela produção da toxina e o  transferiram para o DNA do milho Guardian, uma espécie fortemente atacada pela broca européia. O que sucedeu? O milho continuou igual na aparência e funções naturais, só que agora passou a produzir o veneno da bactéria, tornando-se resistente à broca. Surgiu assim o milho Bt, cultivado em 12 milhões de hectares no mundo. 

        A Embrapa em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais ( UFGM ), toca o projeto da alface adicionada da proteína Lack1, que dará à verdura a propriedade de imunizar contra a Leishmaniose. A soja igualmente está sendo alterada para produzir insulina e o hormônio do crescimento humano.

       Outra pesquisa de grande interesse aos brasileiros está em curso na Universidade Illinois, nos EUA. Lá, o professor Scheryler Korbon quer dar ao " tomate-cereja " a propriedade de produzir  antígenos do vírus respiratório sincicial , agente de uma infecção  fatal em crianças e idosos. "Vacinas em vegetais oferecem vantagens como possibilidade de múltipla vacinação em uma só planta, aplicação indolor e baixo custo de produção", diz   Maria Lúcia Ráez, doutora em  Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

        Há dúvidas sobre os OGMs, fazem eles mal a saúde? O  problema é a escassez de dados convenientes sobre o uso seguro  dos organismos modificados. Teme-se que grãos modificados possam causar danos à saúde. E os ecologistas temem a possibilidade de culturas transgênicas virem a contaminar espécies silvestres, desencadeando um desequilíbrio ecológico de proporções e consequências imprevisíveis. "Não sabemos os riscos de juntar os organismos que jamais se cruzariam na natureza", afirma Mariana Paoli, coordenadora  da campanha do Greenpeace no Brasil.

          Nos últimos meses, alguns dados objetivos _ mas não definitivos _ deram mais forças aos protestos contra os OGMs. É o caso do estudo comandado pelo cientista John Losey na Universidade de Cornell, nos EUA, sobre a mortalidade de borboletas Monarch após serem alimentados com o pólen do milho B+.

            A grande resistência aos transgênicos ocorrem entre os europeus. Nos EUA mais da metade de todos os alimentos processados apresentam modificações genéticas. Na Argentina, 90% da soja produzida no país tem origem em sementes alteradas. No mundo inteiro, porem apenas doze países tem a liberação dos prodotos transgênicos como um caso encerado e o Brasil está fora desse grupo.

        Há pelo menos 8000 anos o homem intervêm de algum modo nas culturas agrícolas a ponto de nenhuma planta encontrar-se hoje em seu estado original.

        Enfim, não existem respostas cientificas 100% confiáveis sobre o lado obscuro dos transgênicos, restam aos consumidores ficarem atentos para não serem surpresos com o que essas 3 letrinhas podem causar em suas vidas.

marcador

    2.Transgênicos

    Os OGMs (organismos geneticamente modificados) ou transgênicos são aqueles que foram alterados com a introdução do DNA de um ser em outro ser de outra espécie. Eles surgiram nos anos 80, quando alguns cientistas conseguiram transferir genes de um indivíduo para o outro.

     Este é um assunto que causa muita polêmica entre as pessoas, principalmente entre cientistas e ambientalistas, em que as opiniões se divergem muito. Para os cientistas, a produção dos OGMs vai aumentar a produtividade e a redução dos agrotóxicos usados. Para os ambientalistas, o produto (OGMs) é perigoso, pois " sai " da sua forma natural e saudável, e ainda não se sabe os seus efeitos sobre a saúde das pessoas e ao meio ambiente.

     Alguns países, como a Argentina e os EUA, já comercializam os transgênicos há alguns anos. No Brasil, a produção desses alimentos é proibida, mais as pessoas os consomem, mesmo sem saber. 

    3.Geografia dos Transgênicos

 

3.1 Exemplos de tecnologia GM que poderiam beneficiar a agricultura


    A tecnologia GM tem sido utilizada para produzir uma variedade de plantas para alimentação, principalmente com características preferidas pelo mercado, algumas das quais têm se tornado sucessos comerciais. Os desenvolvimentos resultantes em variedades comercialmente produzidas em países como os Estados Unidos e Canadá têm se centralizado no aumento de vida em prateleira de frutas e vegetais, dando resistência contra pragas de insetos ou viroses, e produzindo tolerância a determinados herbicidas. Enquanto essas características têm trazido benefícios aos agricultores, os consumidores dificilmente notaram qualquer benefício além de, em casos limitados, um decréscimo nos preços devido a custos reduzidos e aumento da facilidade de produção (University of Illinois, 1999; Falck-Zepeda et al 1999).

Uma possível exceção é o desenvolvimento da tecnologia GM que retarda a maturação da fruta e dos vegetais, desta forma permitindo um aumento do tempo de armazenamento. Os agricultores seriam os beneficiados com esse desenvolvimento pela flexibilidade aumentada na produção e colheita. Os consumidores se beneficiariam pela disponibilidade de frutas e vegetais, tais como tomates transgênicos modificados para amolecerem mais devagar do que as variedades tradicionais, resultando em maior tempo de prateleira e custos decrescentes de produção, melhor qualidade e preço mais baixo. É possível que agricultores , em países em desenvolvimento, possam beneficiar-se consideravelmente de colheitas com tempos maiores de amadurecimento ou amaciamento, pois este fato lhes permitiria maior flexibilidade na distribuição do que no presente. Em muitos casos, pequenos agricultores sofrem perdas substanciais devido ao amadurecimento ou amolecimento excessivo de frutas ou vegetais.

O verdadeiro potencial da tecnologia GM para enfrentar algumas dessas mais sérias dificuldades da agricultura mundial apenas recentemente começaram a ser exploradas. Os seguintes exemplos mostram o uso da tecnologia GM aplicada a alguns dos problemas específicos da agricultura, indicando o potencial para obter benefícios:


3.2 Resistência a pragas

   
Há claramente um benefício para os agricultores se plantas transgênicas forem desenvolvidas para que sejam resistentes a uma praga específica. Por exemplo, a papaia que é resistente ao vírus Ringspot tem sido comercializada e plantada no Hawai desde 1996 (Gonsalves 1998). Poderá haver também um benefício para o meio ambiente se o uso dos pesticidas for reduzido. Plantações transgênicas, contendo genes resistentes aos insetos do Bacillus thurríngiensis, permitiram reduzir significativamente a quantidade de inseticida aplicado no algodão nos Estados Unidos. Uma análise, por exemplo, mostrou uma redução de 5 milhões de acres tratados (2 milhões de hectares) ou cerca de 1 milhão de quilogramas de inseticidas químicos em 1999, quando comparados ao ano de 1998 (U.S. National Research Council, 2000). Entretanto, as populações de pragas ou de organismos causadores de doenças adaptam-se rapidamente e tornam-se resistentes aos inseticidas, e não temos razão para acreditar que isso não acontecerá igualmente rapidamente com as plantas transgênicas. Além do mais, os biotipos de pragas são diferentes em várias regiões. Por exemplo, plantações resistentes, desenvolvidas para serem utilizadas nos Estados Unidos e no Canada, poderão ser resistentes a pragas que não preocupam nos países em desenvolvimento, e isto é verdadeiro seja para plantas transgênicas como para aquelas que são desenvolvidas através de técnicas convencionais de cruzamento. Mesmo quando os mesmos genes que conferem resistência para insetos ou herbicidas podem ser úteis em diferentes regiões, estes terão de ser introduzidos em cultivares adaptados localmente.. Há necessidade, portanto, de mais pesquisa com plantas transgênicas, que tenham se mostrado resistentes a pragas regionais, para verificar sua sustentabilidade em face do aumento de pressões diante de pragas ainda mais virulentas.


3.3 Colheitas mais abundantes


   
Uma das tecnologias mais importantes , que deram origem à "Revolução Verde" foi o desenvolvimento de variedades de trigo semi-anão de alto rendimento. Os genes responsáveis pela redução da altura foram genes NORIN 10 do Japão, introduzidos nos trigais ocidentais na década de 1950 (Genes insensíveis a giberelina que induzem o caráter anão). Estes genes tinham dois benefícios: eles produziam uma planta mais baixa, mais forte, que respondia ao fertilizante sem cair, e aumentava o rendimento da safra diretamente reduzindo o alongamento das células nas partes vegetativas, desta forma permitindo que a planta desenvolvesse mais suas partes reprodutivas, que são comestíveis. Estes genes têm sido recentemente isolados e foi demonstrado que agem da mesma forma quando utilizados para transformar outras espécies de plantas importantes como alimento (Peng et al 1999). Esta técnica de produzir nanismo pode agora ser potencialmente utilizada para aumentar a produtividade em quaisquer plantas onde o rendimento comercial está em suas partes reprodutivas ao invés de suas partes vegetativas.

3.4 Uso de terras marginalizadas

  
 Grandes áreas de terra em todo o mundo, seja nas costas como nas áreas internas, têm sido marginalizadas por causa de salinidade e alcalinidade excessivas. Um gene de tolerância à salinidade em manguezais, identificado em Avicennia marina, foi clonado e transferido para outras plantas. Verificou-se que as plantas transgênicas são tolerantes a maiores concentrações de sal.


3.5 Impacto reduzido no meio ambiente
   
A disponibilidade de água e seu uso eficiente têm se tornado questões globais. Os solos sujeitos à lavoura intensiva (aração), para controlar as ervas daninhas e a preparação dos canteiros para as sementeiras, mostram-se propícios à erosão, e há séria perda do conteúdo de água. Sistemas que não utilizam muito a aração da terra têm sido utilizados durante muitos anos em comunidades tradicionais. É necessário desenvolver plantações que prosperem nessas condições, inclusive com a introdução de resistência a doenças das raízes, atualmente controladas pela aração do campo e herbicidas que podem ser utilizados como substitutos da aração (Cook 2000). Aplicações em países mais adiantados mostram que a tecnologia GM oferece uma ferramenta útil para a introdução de resistência a doenças das raízes em condições onde a redução da aração seria benéfica, porém seria necessária uma cuidadosa análise da relação custo-benefício para assegurar que a máxima vantagem seja conseguida. Diferenças regionais em sistemas de agricultura e o impacto potencial de substituir uma plantação tradicional com uma nova transgênica também teriam que ser cuidadosamente avaliados.

 

3.6 Quando perguntado Jeffrey Smith diretor executivo do Instituto pela Tecnologia Responsável ele ressalta.

    O governo francês anunciou recentemente que vai congelar o cultivo de transgênicos no país até que seja possível provar que esses organismos não oferecem risco aos humanos e ao meio ambiente. Outros países europeus fizeram o mesmo. Por outro lado, países como Brasil, China e Índia estão ampliando suas plantações de transgênicos. Como você explica isso?
 


     "Está claro para mim que o assunto ganhou força no Brasil graças a uma combinação de desinformação e forte influência da Monsanto e outras corporações multinacionais, além dos Estados Unidos. Isso é também verdade para outros países que estão apostando nos transgênicos, mas sua adoção é um passo ruim em termos econômicos para os agricultores e para a economia do país em geral. O impacto dos transgênicos nos Estados Unidos e no Canadá foi um desastre econômico. As exportações de milho e canola para a Europa se perderam, as vendas de soja estão baixas e o governo americano gasta de US$ 3 bilhões a US$ 5 bilhões por ano para assegurar os preços das colheitas de transgênicos que ninguém quer. A expansão dos transgênicos no Brasil prejudica a oportunidade do país de se aproveitar do crescente mercado para produtos não-transgênicos."
 


     Muitos países têm regras sobre a rotulagem de produtos que são fabricados com matéria-prima transgênica, mas quase ninguém as respeita. No Brasil, acontece o mesmo. Como o direito do consumidor de escolher entre transgênicos e não-transgênicos pode ser respeitado?
 


     "A rotulagem funciona bem na União Européia, mas é praticamente ignorada no Brasil. Isso é uma vergonha terrível e deixa os consumidores sem escolha de obter produtos não-transgênicos mais saudáveis. Não conheço os recursos legais ou legislativos que os brasileiro podem ter para forçar as empresas a seguir a lei. Nos Estados Unidos, não temos regras de rotulagem para transgênicos. Como uma alternativa, estamos promovendo um rótulo que diz “Não-transgênico”. Já os vi em alguns produtos no Brasil. Sem essa afirmação (ou um rótulo de produto orgânico), consumidores teriam que evitar todos os produtos brasileiros contendo derivados de soja ou óleo de semente de algodão – que são plantados no país. Para produtos americanos, os consumidores também teriam que evitar derivados de milho e canola, que são em sua maioria transgênicos."
 


       Você afirma: “Os transgênicos podem ser o próximo grande problema, depois do aquecimento global e do lixo atômico.” Por que?

     "Diferentemente da poluição química, os transgênicos se auto-propagam e podem se tornar elementos fixos de nosso meio ambiente. Me parece razoável e prudente congelar qualquer novo lançamento de transgênicos até que tenhamos uma melhor compreensão do DNA, e as ramificações de nossa intervenção".

 

4. Sociologia.

4.1 Atitude dos consumidores brasileiros e reações do mercado

Em 26 de março de 2004, entrou em vigor a portaria que determina como deve ser implementado o decreto de rotulagem dos transgênicos. O decreto, que regula o direito dos consumidores à informações sobre alimentos e ingredientes transgênicos para consumo humano e animal, foi publicado em abril de 2003 (4).

De acordo com o decreto, todos os produtos que contenham mais de 1% de matéria-prima transgênica devem ser embalados e vendidos com um rótulo específico, que apresente o símbolo transgênico em destaque, junto com as seguintes frases: "(produto) transgênico", "produzido a partir de (matéria-prima) transgênico", ou"contém (matéria-prima) transgênico".

No entanto, o governo ainda precisa colocar em prática um sistema de rastreabilidade que permita a implementação completa da lei, especialmente no que diz respeito à rotulagem de óleos e margarinas.

 A opinião pública no Brasil é fortemente contrária aos transgênicos: a pesquisa de opinião realizada pelo Ibope (5) (dez/2003) apontou que 92% dos brasileiros acreditam que a rotulagem deveria ser obrigatória, 74% preferem não comer alimentos transgênicos, 73% são contra a liberação de variedades transgênicas em escala comercial até que as incertezas sobre seus riscos sejam esclarecidas. Novas pesquisas (ISER/ julho – 2004) apontam que mais de 80% da população não quer os transgênicos liberados no país e mais de 90% afirmam que se sentiriam menos motivados a comprar um produto caso constasse o rótulo de produto transgênico (6).

Muitos varejistas e indústrias de alimentos reagiram às preocupações dos consumidores e se comprometeram a não utilizar ingredientes transgênicos em suas marcas.

Sobre esse assunto Jeffrey Smith diretor executivo do Instituto pela Tecnologia Responsável.

"Eu me especializei nos perigos à saúde dos organismos geneticamente modificados (OGMs), que hoje estão ligados a milhares de doenças, casos de esterilidade e morte, milhares de reações tóxicas e alérgicas em humanos, e danos a virtualmente todo órgão e sistema estudados em animais de laboratórios. Esses perigos, no entanto, ganham ainda mais força pelo fato dos OGMs contaminarem as plantações não-transgênicas e as espécies selvagens, permanecendo no meio ambiente por muito tempo". Jeffrey Smith

Entre eles, estão Carrefour, Pão de Açúcar, Sadia, Perdigão, Kraft, Unilever e Nestlé.

O Greenpeace acredita que nenhuma variedade transgênica deveria ser liberada no meio ambiente, antes que sejam feitos os devidos estudos de impacto no meio ambiente. Isso devido à natureza imprevisível desses organismos e ao risco que eles representam para o meio ambiente e a biodiversidade.

 

Em sua apresentação no seminário sobre transgênicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, você observou que quanto mais os consumidores sabem sobre os transgênicos, mais eles o rejeitam. Que tipo de informação ainda não chegou ao público e que deveria chegar imediatamente, devido à sua importância?
 

 


     "Variedades de milho e algodão são geneticamente modificados para produzir uma proteína pesticida chamada toxina Bt (do Bacillus thuringiensis). Ela é usada por agricultores na forma de spray e por isso foi considerada inofensiva para o ser humano. Mas isso é claramente equivocado. As pessoas expostas ao spray com a toxina Bt tiveram todos os tipos de sintomas alérgicos e ratos que ingeriram o Bt tiveram alterados seus sistemas imunológicos e apresentaram crescimento anormal e excessivo de células. O Bt encontrado em alguns transgênicos é mais tóxico e milhares de vezes mais concentrado do que o spray, e vem sendo acusado por inúmeros casos de doenças em humanos e outros seres vivos.Outro problema é que os genes inseridos nesses organismos geneticamente modificados podem ser transferidos da comida para a bactéria que temos em nosso aparelho digestivo ou outros órgãos internos. Essa possibilidade foi descartada antes baseada suposição de que genes ingeridos são destruídos rapidamente pelo sistema digestivo. Não é bem assim.Estudos em animais demonstraram que o DNA ingerido por viajar pelo corpo, até mesmo até o feto por meio da placenta. Os transgenes de plantações geneticamente modificadas ingeridos por animais foram encontrados no sangue, fígado e rins. O único teste publicado sobre alimentação humana com comida transgênica verificou que o material genético inserido na soja transgênica foi transferido para o DNA das bactérias do intestino.Agora, junte os dois riscos acima a um terceiro. Se o gene do milho que cria a toxina Bt for transferido para as bactérias de nosso sistema digestivo (como partes do gene da soja vem fazendo), nossa flora intestinal pode ser transformada numa fábrica viva de pesticida. Além desse problema, animais de laboratório alimentados com comida transgênica tiveram problemas de crescimento, no sistema imunológico, sangramento estomacal, crescimento anormal e potencialmente cancerígeno de células no intestino, desenvolvimento anormal de células sanguíneas, problemas nas estruturas celulares do fígado, pâncreas e testículos, alteração da expressão genética e do metabolismo celular, lesões no fígado e rins, fígados parcialmente atrofiados, rins inflamados, cérebros e testículos menos desenvolvidos, fígados, pâncreas e intestinos inchados, redução das enzimas digestivas, alta no açúcar no sangue, inflamação no tecido pulmonar, e aumento nas taxas de mortalidade. Dezenas de agricultores relataram que variedades transgênicas de milho causaram esterilidade em seus porcos e vacas, pastores afirmam que 25% de suas ovelhas morreram ao comer plantas de algodão Bt (cerca de 10 mil ovelhas mortas), e outros afirmam que vacas, búfalos, galinhas e cavalos também morreram após comerem plantações transgênicas. Agricultores filipinos em pelo menos cinco vilarejos ficaram doentes quando o milho Bt de plantações vizinhas estava polinizando e centenas de trabalhadores na Índia relataram reações alérgicas ao manusear algodão Bt."

Jeffrey Smith diretor executivo do Instituto pela Tecnologia Responsável.
 

5.Educação Física

 

 5.1 Benefícios nutricionais
       
A deficiência de vitamina A causa cegueira, parcial ou total, em meio milhão de crianças todos os anos (Conway e Toennissen, 1999)). Métodos tradicionais de cruzamento não têm permitido obter plantas que produzam safras contendo altas concentrações de vitamina A e a maioria das autoridades nacionais tem se apoiado em programas de suplementação vitamínico caros e complicados para solucionar o problema. Os pesquisadores têm introduzido três novos genes no arroz – dois do narciso silvestre e um de um micro organismo. O arroz transgênico demonstra ter uma produção aumentada de beta caroteno, precursor da vitamina A, e a semente é amarela (Ye et al 2000). Este arroz amarelo, ou dourado, poderá ser uma ferramenta útil para ajudar a tratar do problema da deficiência da vitamina A de crianças vivendo nos trópicos.

        A adição de ferro nos alimentos é necessária, porque os grãos de cereais são deficientes em micro nutrientes essenciais, tais como o ferro. A deficiência de ferro causa anemia em mulheres grávidas e crianças pequenas. Cerca de 400 milhões de mulheres na idade de poder gerar crianças sofrem por causa dessa deficiência e têm maiores possibilidades de ter crianças nati mortas ou com baixo peso e de morrerem ao dar a luz. A anemia tem sido identificada como fator que contribui com mais de 20% das mortes pós-parto na Ásia e África (Conway 1999). O arroz transgênico com elevados níveis de ferro foi produzido usando-se genes envolvidos na produção de proteínas que ligam ferro e na produção de uma enzima que facilita a disponibilidade de ferro na dieta humana (Goto et al, 1999). Estas plantas contem 2 a 4 vezes mais ferro do que normalmente encontrado em arroz não-transgênico, mas a biodisponibilidade de ferro terá que ser determinada após maiores estudos.
Um alimento transgénico é genericamente definido como um qualquer alimento proveniente de um organismo geneticamente modificado (OGM) e a engenharia genética é a área científica que estuda e concretiza essas modificações biológicas.
    A presente importância dos conhecimentos de genética e de biotecnologia na nossa sociedade é inegável, sendo cada vez mais patente o seu enorme potencial em diversas áreas de interesse público, tais como a saúde e a nutrição.

Importância dos OGMs para a saúde e para o bem-estar de todos parece ser agora mais evidente e a sua investigação não deverá ser travada com base na má informação ou na falta dela. Porém, a avaliação dos riscos e benefícios destes produtos deverá ser alvo de discussão por parte dos vários órgãos da sociedade civil e sempre isenta, quer dos interesses comerciais das empresas multinacionais de biotecnologia, quer do alarmismo muitas vezes infundado por parte das organizações ambientais.É necessário portanto reflectir sobre as oportunidades criadas pela engenharia genética e consequências provenientes da sua actividade, sem que seja negligenciado todo um vasto potencial de impacto na saúde futura de todos nós.


6.História

A história dos transgênicos começou a ganhar força na conferência sobre a fome, realizada em Roma, em 1967, sob o patrocínio da ONU. As projeções da FAO (Food and Agriculture Organization) sobre a incapacidade mundial de produzir comida para todos arrepiaram os empresários presentes. 
         Os vilões apontados foram a baixa produtividade dos solos, especialmente os asiáticos e africanos, o crescente aumento de pragas, a inexistência de tecnologias que produzissem sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas adequados a vencer o desafio da fome que se anunciava. 
         As empresas especializadas, então, começaram a agir, patrocinando pesquisas em uma série de universidades ou desenvolvendo-as em seus próprios laboratórios. Os grupos empresariais americanos e canadenses, mais sensíveis, dedicaram-se a descobrir novas tecnologias para produzir mais comida. 
         Já os europeus, especialmente alemães e suíços, concentraram recursos em campo mais imediatista e rentável, o da química farmacêutica, enquanto a França investia maciçamente na preservação histórica de suas tradições, construindo e enriquecendo museus e bibliotecas. 
         Alguns bilhões de dólares foram investidos em busca de novas sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas. Nascia a biotecnologia. 
 

7.Química

Chama-se de transgênico aqueles alimentos que são geneticamente modificados com o objetivo de melhorar a qualidade do produto. Os transgênicos são criados em laboratórios com a utilização de espécies de animais, vegetais ou micróbios.
Os trangênicos surgiram devido à superpopulação mundial e o aparecimento de novas indústrias em um ritmo muito acelerado que poderia nos levar ao risco de uma escassez de alimentos em nível mundial. Esses alimentos são mais resistentes a pragas, insetos e fungos, pois precisam de menores quantidades de inseticidas e se adaptam melhor as condições ambientais.
Existem pontos positivos e negativos dos trangênicos. Como pontos positivos podem citar o aumento da produção de alimentos, melhor conteúdo nutricional, desenvolvimento de alimentos com fins terapêuticos (nutri cênicos) e o aumento da resistência e duração na estocagem e armazenamento. Já como pontos negativos pode-se citar o fato de eles apresentarem risco de provocar reações alérgicas e de eliminar as plantas que não foram modificadas, pois, as plantas trangênicas são mais resistentes a pragas e pest
icidas.

 

Para mais detalhes, visite

www.greenpeace.org.br/consumidores

Referencial: Paráfrase Jornalística.

 

 

© Copyright by Diego de Carvalho Nunes. All Rights reserved